Pesquisadoras da Federal de Viçosa trabalham em parceria com colegas da Unicamp

Pesquisadoras do Núcleo de Caracterização Genética e Fisiológica do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Leveduras (INCT Leveduras) estão em Campinas para experimentos com linhagens de Spathaspora passalidarum. A mestranda Júlia Andrade e a doutoranda Ana Luíza Lima, do programa de Pós-graduação em Microbiologia Agrícola da Universidade Federal de Viçosa (UFV), orientadas pelo professor Luciano Fietto, buscam selecionar as linhagens mais tolerantes e mapear as características genéticas dentro da espécie que possam ser utilizadas para o melhoramento do desempenho destas leveduras em processos fermentativos.
Os testes consistem em submeter as linhagens a diversas condições de estresse como, por exemplo, temperatura, concentração de etanol que é um produto da fermentação, quantidade de açúcar no meio e diferentes açúcares. As linhagens foram isoladas pelo Núcleo de Estudos da Biodiversidade, coordenado pelo professor Carlos Rosa, do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais, e estão passando por uma triagem para avaliar a diversidade fisiológica da espécie. Ao todo, estão sendo avaliadas 12 linhagens isoladas da Amazônia Brasileira.
Os experimentos estão utilizando o equipamento “Growth Profiler”, capaz de avaliar o crescimento de leveduras em 960 condições diferentes ao mesmo tempo. Quanto mais rápido elas crescem, mais resistentes elas são às condições a que foram submetidas, o que significa que apresentam melhor potencial de fermentação. O trabalho acontece na Universidade de Campinas (Unicamp), por meio de uma parceria com o doutorando Lucas Cespedes, sob orientação do professor Andreas Gombert, coordenador do Núcleo para Caracterização Genética e Fisiológica.
O professor Luciano Fietto, farmacêutico responsável do INCT pela caracterização metabólica e bioquímica das leveduras visando a obtenção de produtos biotecnológicos, vê com “muita satisfação” a interação entre os núcleos. “Estamos promovendo ciência cooperativa e de qualidade ao mesmo tempo em que contribuímos com o objetivo principal do INCT, que é gerar conhecimento sobre as leveduras da biodiversidade brasileira e, a partir do estudo desses microrganismos, promover inovações biotecnológicas consideradas estratégicas para o desenvolvimento sustentável”, afirmou.
A partir do resultado dos testes, as linhagens mais promissoras serão mapeadas pelo Núcleo de Ômicas e Bioinformática, coordenado pela professora Glória Franco.


