A integração da produção de etanol de primeira (1G) e segunda geração (2G) pela adição de caldo de cana ou melaço a hidrolisados lignocelulósicos oferece a possibilidade de superar o problema de inibidores (ácido acético, furfural, hidroximetilfurfural e compostos fenólicos) e adicionar nutrientes (como sais, açúcares e fontes de nitrogênio) ao meio de fermentação, permitindo a produção de títulos mais altos de etanol. Neste trabalho, um processo de produção 1G2G foi desenvolvido com hidrolisado hemicelulósico (HH) de um pré-tratamento com ácido sulfúrico diluído de bagaço de cana e melaço de cana. O Saccharomyces cerevisiae CAT-1 industrial foi geneticamente modificado para consumo de xilose e usado para cofermentação de sacarose, frutose, glicose e xilose. A fermentação fed-batch com alta densidade celular que imita uma fermentação industrial foi realizada em fermentador de bancada, obteve alta produtividade volumétrica de etanol de 1,59 g L -1 h -1 , 0,39 gg -1 de rendimento de etanol e 44,5 g L -1 de título de etanol, e mostrou que a levedura foi capaz de consumir todos os açúcares presentes no mosto simultaneamente. Com os resultados, foi possível estabelecer um balanço de massa para o processo global: do pré-tratamento à cofermentação de melaço e HH, e foi possível estabelecer um processo integrado eficaz (1G2G) com cofermentação de melaço de cana e HH empregando uma levedura recombinante.
Leia o artigo na íntegra em: https://encr.pw/7FxTP